Qualidade de Vida na Prática

O Yôga nasceu a mais de 5000 anos atrás na índia antiga. É uma filosofia de desenvolvimento pessoal criada por Shiva, um dançarino virtuoso que por meio de sua arte alcançou o autoconhecimento pleno (Samádhi: estado de hiperconsciência ou mega lucidez proporcionado por anos de pratica diligente).

De nada adiantam os ancestrais e poderosos ensinamentos desta cultura oriental, se estes não tiverem aplicação prática e diária. Os sádhakas(praticantes de Yôga) implementam uma infinidade de melhorias no seu corpo, na administração emocional, na habilidade de raciocínio e na intuição através do exercício e vivência deste método multimilenar de desenvolvimento humano.

Implementa-se qualidade de vida na prática primeiramente melhorando a saúde do corpo com a melhoria de hábitos alimentares e da prática dos ásanas(lê-se: ássanas), que são técnicas orgânicas que desenvolvem força, resistência e flexibilidade, assim aumentando o conforto corporal, aumentando vitalidade e da saúde, de maneira geral.

Com técnicas respiratórias chamadas de pránáyámas, pode-se alcançar um nível elevadíssimo de consciência e administração das emoções, para que possamos utilizá-las de maneira inteligente, assim tendo mais condições de suportar, de maneira sadia, a luta diária pela sobrevivência. Não é atoa que executivos e empresários das mais variadas áreas se utilizam da prática do Yôga para que tenham mais lucidez e discernimento na gestão de seus empreendimentos.

O método atua de maneira multilateral no ser humano, e tem como um de seus grandes objetivos o trabalho de meditação (Dhyána: a parada do pensamento). Com técnicas simples, mas poderosas, os praticantes desenvolvem uma capacidade diferenciada de raciocínio: mais rápido, mais eficaz, mas preciso. Também ampliam o grau de insights, ficando com a intuição muito mais aguçada.

Na correria em que vivemos os nossos dias deixamos de viver momentos importantes, esquecemos de nós mesmos e das pessoas que nos são importantes. Portanto com mais foco e a atenção desenvolvidos teremos uma vida com muito mais qualidade nos mais variados aspectos.

Arrisque-se! Permita-se! Experimente durante alguns dias parar para não pensar, por vinte minutos no meio da correria do seu dia. Sente-se em uma posição confortável com as costas eretas; leve a atenção para o ato respiratório, faca respirações profundas, lentas e nasais; uma vez uma vez sentindo-se mais estável, leve sua atenção para um ponto qualquer a sua frente ou apenas concentre-se na sua respiração. Aí está o seu primeiro passo para um dia mais Yôgin, o seu primeiro contato com a filosofia ancestral do Yôga. Assim, simples assim.

Lembre-se: coisas maravilhosas irão acontecer enquanto você estiver respirando.

 

Fabiano Defferrari Gomes

 

Supervisionado direto do Mestre DeRose

Diretor Geral da Unidade Fabiano Gomes – Representante da Universidade de Yôga.

Presidente da Associação profissional Luciana de Abreu

Formado pela Primeira Universidade de Yôga do Brasil e Faculdade Estácio de Sá

Consultor em Desenvolvimento Pessoal e Qualidade de Vida

Advogado & Psicólogo formado pela PUCRS

Tel. 3061.3115 – 9363-8871 centrofg.com.br – yogamoinhos.com.br

Desligue o celular… Conecte-se com você.

Como seria a sua vida sem celular? Sem Messenger? Sem Skype? Sem e-mail? Mesmo que apenas por alguns instantes. Difícil, não é? Estamos constantemente ligados a tudo e a todos. Parece até pecado não responder uma mensagem ou não atender ao celular no instante em que nos ligam. E aí somos interrogados invariavelmente com a pergunta: onde tu estavas que não me atendeu? Temos que estar disponíveis para quem quiser nos achar a qualquer momento? Mas o que é isso? Vivemos uma neurose endêmica, uma necessidade incontrolável de ter todas as informações no instante, no segundo em que queremos. Nossos avós viviam muito bem com apenas uma linha de telefone fixo, quando a tinham.

Inclusive, as coisas estão tão imediatas que acabamos invertendo valores e confundindo nossas prioridades. Dando mais atenção ao mundo virtual do que a pessoas de verdade. Isso é tão forte que há muitos relacionamentos que começam e terminam pela internet, ou pelo telefone. Como assim…? Pessoalmente não entendo como isso é possível, mas essa é só a minha opinião. Há algo de muito estranho em tudo isso. Ou simplesmente estou apegado aos bons costumes e maneiras que aprendemos tempos atrás. Continuo achando que devemos tratar assuntos importantes pessoalmente e não a distancia.

Há pouco tempo fazer uma visita, que estava devendo a um amigo em sua empresa. Marquei uma hora e me desloquei de meu local de trabalho para tomarmos um café no escritório dele e colocarmos alguns assuntos em dia, inclusive de negócios. No curto espaço de tempo que estivemos juntos, no mínimo a metade do tempo de nossa reunião este meu amigo dedicou para atender telefonemas e responder ao MSN. Não fiquei chateado, mas saí de lá pensando: será que isso é a regra? Assim passei interrogar algumas pessoas sobre o assunto e percebi que esta prática esta se tornando comum. Estamos dedicando mais tempo e importância a um mundo que não tocamos, um mundo virtual que nos bombardeia de informações e imagens 24h por dia do que a relações reais e tangíveis.

Sinto que o calor humano nesta era informatizada está esfriando. Não prego o extermínio da tecnologia, pelo contrario, acho que devemos utilizá-la cada vez mais. Mas um e-mail, ou um sms jamais devem substituir o contato olho no olho. Não importa os quão ocupados ou atarefados nos somos sempre devemos reservar alguns instantes de nossa vida para tomar um café com nossos amigos.

Nesta correria de nossas rotinas nos afastamos das pessoas, nos afastamos de nós mesmos. Dedicamos pouco tempo para nossa saúde e qualidade de vida. Algumas vezes devemos fazer força para sair de círculo que nos prende. Convide um amigo ou uma amiga para almoçar, ligue para seus avós que certamente ficarão muito felizes em saber como você está. Jante na casa dos seus pais vez por outra. E quando estiver com eles, desligue o celular por uma hora e dedique-se com alegria a estes momentos. Você vai se surpreender como existe vida e alegria nestes pequenos e singelos momentos de contato.

 

Fabiano Defferrari Gomes

fabianodgomes@gmail.com

Você quer ser feliz? Ou quer ter razão?

Aprendi a fazer essa pergunta para meus clientes quando era advogado: Você quer ser feliz ou quer ter razão? Fui consultado várias vezes por pessoas dispostas a gastar uma fortuna em causas que tinham lhe custado muito pouco. A motivação era apenas o “desaforo” dessa ou daquela pessoa. Por mais incrível que pareça, ‘‘ter razão” e “ser feliz”, são coisas que nem sempre andam juntas. Para nós gaúchos, especialmente, não é fácil levar desaforo pra casa. O gene peleador está presente em todos nós. Não existe nada de errado nisso, mas temos que aprender a canalizar esta energia para fazer coisas boas e úteis para nós mesmos e para o mundo a nossa volta, assim estaremos no caminho do bem.

Sempre que ficamos muito irritados com alguém ou alguma coisa, passamos o controle da nossa vida para outrem. Isso acontece várias vezes por dia, no transito, no trabalho, com os familiares, com a companheira ou companheiro, com pais e filhos. É impressionante como perdemos grande parte de nossas vidas simplesmente reagindo aos estímulos externos, sendo reativos a tudo e a todos; ao invés de sermos mais pró-ativos, assumindo a responsabilidade agir, tendo a iniciativa de construir, de ser gentil, de pedir desculpas, de cumprimentar nossos amigos, funcionários, parentes.

Mas há de se perguntar: quem será que tem mais poder, fibra, austeridade: quem responde a tudo, a todos com rispidez, sob o pretexto de ser verdadeiro? Ou aquele que se permite não se abalar com os tais e eventuais impropérios? Reflita um pouco sobre como você reage. Como você se sente; como fica transtornado com a falta de respeito que aquele cidadão teve ao fazer um gesto mal educado no transito para você? Será que dar a outra face é um ato de poder ou de subserviência?

Não permita que ninguém além de você regule ou controle as suas reações emocionais. Saiba que você tem o poder de assumir as rédeas do seu emocional. Verdade! Sempre que nos irritamos demais com alguém, com o mundo, com qualquer coisa damos a esta outra coisa o poder de gerir nossas emoções. Sempre devemos nos posicionar, de maneira enérgica e forte se preciso for e jamais  confundir ser pacífico com ser passivo.

Você deve estar pensando: falar é fácil! Mas como é que se faz isso? O que eu devo fazer para não ter vontade da esfolar viva aquela criatura que me desrespeitou?

A resposta é simples, mas não é fácil. Tudo começa com a vontade, o desejo de reagir de forma diferente. Devemos olhar para aquele ser humano em nossa frente, para aquela situação difícil que enfrentamos, sabendo que tudo o que há de bom e tudo o que há de errado é absolutamente passageiro, transitório, assim, não vale a pena ocupar nossas vidas focando no que nos faz mal. Quando se perceber irritado demais, pare, respire profundamente, se um leve sorriso não ocorrer tente com mais intensidade. Vá correr, ouvir uma música que você gosta, saia para passear com seu cachorro. Faça mais uma inspiração profunda e lembre-se de que está vivo e que cabe apenas a você a responsabilidade de ser feliz, ou não.

Há um sábio hindu da antiguidade chamado Pátañjali que nos ensina o seguinte: “Quando se vivencia a não-agressão, a hostilidade desaparece em nossa presença.” Aja de maneira mais pró-ativa, mais alegre, mais tolerante, mais humana, com coração sincero, você verá que coisas positivas serão atraídas. O Mundo é um espelho. Ele reage às suas ações, sorria e o mundo sorrirá para você. Seja como o Samurai, que mesmo ante a um inimigo não perde a elegância, a lucidez e a precisão. E agregue a isso a alegria de uma criança. Tenho certeza que você vai se impressionar com os resultados.