GAÚCHO PRATICANTE DO MÉTODO DeROSE É CAMPEÃO ABSOLUTO DO RIO INTERNATIONAL OPEN

Este tradicional ‘Grand Slam’ do Jiu Jitsu é realizado na meca deste esporte, o Rio de Janeiro. Lá, aonde os irmãos Carlos e Hélio Gracie montaram a primeira academia de ensino da modalidade no início do século passado. Hoje o Jiu Jitsu conquistou o mundo, já é praticado em quase todos os países e existem competições nos 5 continentes, mas a tradição histórica presente na atmosfera do Rio de janeiro é única. Sempre no mês julho, grandes atletas do Brasil e do exterior se encontram na cidade maravilhosa e disputam o Rio International Open. Desta vez, foi no final de semana passado no tradicional ginásio do Tijuca Tênis Clube.

A equipe Sul Jiu Jitsu representou muito bem o Rio Grande do Sul, participou com mais de 20 atletas e alguns ganharam medalhas de prata e bronze em suas categorias de peso. O principal destaque foi Antonio Antonioli, campeão no Meio-pesado (até 85kg) e no Absoluto (categoria onde participam os atletas de todos os pesos). Foram seis lutas duríssimas, todas vencidas pelo gaúcho. Destaque para a final do absoluto onde Antonio bateu o excelente atleta pernambucano de 100 quilos Bruno Novaes, numa batalha emocionante.

“Fazer seis lutas de 8 minutos ininterruptos cada em dois dias é bastante desgastante, física e psicologicamente. O treinamento com os colegas da equipe Sul Jiu Jitsu e com o Mestre Julio Secco, a preparação física com o Fernando Santana na Top Fitness, a fisioterapia com o Roberto Abib na CAF, e o o trabalho de lifestyle coaching desenvolvido pelo Fabiano Gomes junto ao Centro FG Método DeRose me deixaram em condições de disputar o título. A superação dos limites físicos, técnicos e emocionais foi o diferencial para esta conquista. A grande motivação foi o falecimento da minha cadela bulldog Brisa poucos dias antes do evento. Dedico esta vitória à ela, pessoinha pra lá de especial que me proporcionou muitas alegrias enquanto esteve por aqui.” Diz o campeão.

Antonio é faixa marrom e, assim que chegar ao Rio Grande do Sul, receberá a faixa preta de seu professor Fernando Paradeda e de seu Mestre Julio Secco. Aos 24 anos, ele afirma que a nova graduação é apenas o início de uma longa jornada repleta de batalhas. E a estréia da nova faixa já tem data e local definidos, deverá ser nos dias 21 e 22 de agosto, na National Cup em São Paulo.


Atenciosamente, Antonio Antonioli.

www.suljiujitsu.com.br www.uni-yoga.com.br/blogdoderose www.caffisioterapia.com.br
www.fgjj.com.br www.centrofg.com.br www.sharin.com.br

Atletas gaúchos buscam vaga em Mundial de Jiu-Jítsu em Abu Dhabi

Seletiva acontece neste fim de semana na cidade do Rio de Janeiro

Mário Reis venceu a Copa do Mundo de Jiu-Jítsu no ano passado<br /><b>Crédito: </b> Elias Eberhardt/Divulgação/CP

Mário Reis venceu a Copa do Mundo de Jiu-Jítsu no ano passado
Crédito: Elias Eberhardt/Divulgação/CP

De olho na oportunidade de participar do World Professional Jiu Jitsu Cup 2010 (WPJJC), que acontece entre os dias 15 e 17 de abril em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, 15 atletas gaúchos embarcam nesta sexta-feira para o Rio de Janeiro, onde participam neste fim de semana da seletiva sul-americana do torneio.

Os gaúchos estão entre os favoritos do torneio, com destaque para os atuais campeões europeus Antônio Antoniolli e Gustavo Campos e o vencedor da Copa do Mundo de Jiu-Jítsu, Mário Reis.

Segundo o organizador da seletiva para o Mundial e diretor-técnico da Federação Gaúcha de Jiu-Jítsu, Fernando Paradeda, todos os competidores que vão ao Rio de Janeiro são respeitados internacionalmente. “São atletas de ponta nas suas categorias e sem dúvida ao final da seletiva estarão honrando o nosso Estado ocupando o lugar mais alto do pódium”, afirma.

No total, os 400 melhores atletas sul-americanos devem participar da disputa por nove vagas na competição internacional e mais de U$ 50.000 em prêmios. O evento terá transmissão, ao vivo, pela internet através do site www.abudhabipro.org.

Fonte: Correio do Povo

GAÚCHO, PRATICANTE DO MÉTODO DEROSE, É CAMPEÃO EUROPEU DE JIU JITSU.

O gaúcho Antonio Antonioli, 24 anos,  praticante do método DeRose, foi campeão europeu de Jiu Jitsu em Lisboa, Portugal. O evento, que ocorreu nos dias 30 e 31 de janeiro, contou com a participação de 1500 atletas, de todo o mundo. Na categoria Super Pesado (até 100 quilos), Antonioli foi campeão, vencendo na semi final um atleta italiano e na grande final o francês Maxime Fontaine.
O gaúcho, que é formado em engenharia de produção, abriu mão da profissão para se dedicar integralmente ao esporte.
“Estou muito feliz por trazer este título para o nosso estado, com esta conquista o Jiu Jitsu gaúcho ganha ainda mais destaque no cenário mundial.”
Em março Antonioli disputará a seletiva para o Abu Dhabi Pro em Gramado, que classificará os campeões para a World Professional Cup em Abu Dhabi, Emirados Árabes. E, em abril, vai para o Campeonato Pan Americano nos Estados Unidos.
O atleta conta com o apoio do Centro FG, Método DeRose, Restaurante Sharin, SG Own System, Top Fitness, CAF Fisioterapia. No entanto, o atleta segue sem patrocinador.

Principais Títulos do atleta:
Campeão Pan Americano 2008
Campeão Brasileiro 2006
Vice Campeão Mundial 2008

Antoniolli

Pódio doEuropeu de Jiu Jitsu

Bodhidharma e o Templo Shaolin


Bodhidharma – Pintura do Período Meiji (1880)

Não existem registros escritos precisos sobre a origem das artes marciais, no entanto, acredita-se que elas tenham suas raízes mais remotas na Índia, há mais de dois mil anos atrás. Há indícios de que nessa época tenha surgido a primeira forma de luta organizada, chamada de Vajramushti, que seria um sistema de luta de guerreiros indianos.

A história das artes marciais começa a tomar uma forma mais concreta a partir do século VI, quando no ano 520 A.D. um monge budista indiano chamado Bodhidharma – 28º patriarca do Budismo e fundador do Budismo Zen – deixou seu país e partiu numa longa jornada em busca da iluminação espiritual. Bodhidharma (conhecido no Japão como Daruma) viajou da Índia para a China, pernoitando nos templos que encontrava pelo caminho e pregando sua doutrina aos monges ou a quem quer que fosse.

Depois de ter perambulado por boa parte do território chinês, o destino o conduziu ao Templo Shaolin, localizado na província de Honan. Diz a lenda que, ao penetrar no velho mosteiro, Bodhidharma deparou-se com a precária condição de saúde dos monges, fruto de sua inatividade. Foi então que ele iniciou os monges na prática de uma série de exercícios físicos, ao mesmo tempo em que transmitia-lhes os fundamentos da filosofia Zen, com o objetivo de reabilitá-los tanto física quanto espiritualmente.

Os exercícios ensinados por Bodhidharma eram baseados em métodos de respiração profunda e Yôga, e seus movimentos se assemelhavam a técnicas de combate. A prática desses exercícios logo tornou-se uma tradição no templo, vindo mais tarde a atingir um estado de evolução tal que pôde ser considerada como um verdadeiro e completo sistema de autodefesa: o Shaolin Kung Fu, que no Japão é conhecido como Shorinji Kenpo.

Esta arte marcial em ascensão logo mostrava sua eficiência, primeiro com relação à reestabelecida saúde dos monges, e segundo como método de defesa pessoal propriamente dito, posto em prática contra bandoleiros que por vez ou outra saqueavam o templo, de quem os monges em outros tempos eram considerados presas fáceis.

A reputação dos monges lutadores logo se espalhou pela China, fazendo com que o Shaolin Kung Fu se difundisse amplamente pelo país, principalmente durante a Dinastia Ming (1368-1644), vindo mais tarde a conquistar outros países da Ásia e a dar origem a outros estilos de artes marciais, como o Karate em Okinawa.

Artigo Edson Sato

http://www.karate-do.com.br/ead/index.php?option=com_content&task=view&id=33&Itemid=2

Jiu Jitsu a arte suave

Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou “arte suave”, nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.

A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.

Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.

Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.

De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.

Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.(informacoes da http://www.cbjj.com.br/hjj.htm)