Somos descendentes de Atlas

O Mito de Atlas carregando a abóboda celeste

O Mito de Atlas carregando a abóboda celeste

Quem nunca se deparou com a imagem mitológica de um homem forte carregando um globo nas costas? (sugestão: colocar a imagem do mito de Atlas na pagina do artigo) Esta é a figura do titã Atlas que após perder a guerra contra os Olympus foi condenado por Zeus a carregar a abóboda celeste por toda a eternidade. Ele literalmente carrega o peso do mundo em suas costas, ou seja, carrega além do seu suplicio, o sofrimento de todos os homens da terra. O cansaço dele é o cansaço de muitos.

 

Quantas vezes não nos sentimos assim, literalmente carregando o mundo nas costas? Carregando um fardo que quiçá nem é nosso, um peso que parece insuportável. Trazemos em nossos ombros os nossos problemas, os de nossa família, os de nossos filhos, de nossos empregados, do patrão, do marido, da mulher; e assim segue-se uma lista enorme de coisas, de situações e pessoas que carregamos diariamente com a ilusão de que podemos resolver tudo. E mais, que é possível fazermos tudo isso sozinhos. Não foi a toa o Zeus condenou Atlas a carregar o mundo nas costas. Este é um suplício digno de um titã.

Mas o que fazer quando nos sentimos assim? A cada dia somos mais pressionados pelo tempo, pelas pessoas a nossa volta. Cobrança de resultados, comportamentos e status. Cada dia é uma luta pela sobrevivência que exige todas as nossas forças. Vemos que nossa abóboda celeste só aumenta.

Esta caminhada pode ser linda e gratificante, mas muitas vezes não conseguimos aproveitá-la como deveríamos, pois já estamos pensando no próximo dia de luta que teremos. Que temos seguir conquistando espaços, abrindo portas, trazendo o metal precioso que coloca os mantimentos na mesa de nossa família.

Àqueles que almejam uma vida plena de realizações e prosperidade, trago notícias que não são boas nem ruins, são apenas constatações: primeiramente, só depende de nós; segundo, não há caminho fácil; terceiro, se não aproveitarmos a caminhada estaremos colocando nossa vida fora. E é sobre isso que devemos colocar nossa atenção, sobre o caminho que percorreremos.

É fundamental que não depositemos todo o peso de nossa felicidade e a dos outros sobre o resultado que almejamos, pois ele pode muito bem não acontecer. Mas e se não tivermos sucesso nesta ou naquela empreitada? Devemos seguir, pois certamente a vida nos apresentará mais várias oportunidades. Por isso devemos estar com as pernas e os ombros fortes, para podermos suportar tantas batalhas quantas nos forem apresentadas. As coisas nunca ficam mais fáceis. Pelo contrário, nossas responsabilidades só aumentam com o passar do tempo, com a experiência adquirida e com as vitórias alcançadas.

Tratemos de viver nossas vidas com intensidade como ensina Fernando Sabino, sabendo que o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Divida com as suas pessoas queridas tanto os bons quanto aos maus momentos. Algumas vezes o simples fato de estarmos juntos de bons amigos faz com que tudo fique mais leve e divertido. Não desista, pois coisas maravilhosas ainda vão acontecer enquanto estivermos respirando.

Que este ano de 2009 seja espetacular.

 

Fabiano Defferrari Gomes

Personal Yôga trainer

Educador em desenvolvimento humano

Consultor em qualidade de vida

Psicólogo e advogado

fabianodgomes@gmail.com – (51) 9363-8871

Qualidade de Vida na Prática

O Yôga nasceu a mais de 5000 anos atrás na índia antiga. É uma filosofia de desenvolvimento pessoal criada por Shiva, um dançarino virtuoso que por meio de sua arte alcançou o autoconhecimento pleno (Samádhi: estado de hiperconsciência ou mega lucidez proporcionado por anos de pratica diligente).

De nada adiantam os ancestrais e poderosos ensinamentos desta cultura oriental, se estes não tiverem aplicação prática e diária. Os sádhakas(praticantes de Yôga) implementam uma infinidade de melhorias no seu corpo, na administração emocional, na habilidade de raciocínio e na intuição através do exercício e vivência deste método multimilenar de desenvolvimento humano.

Implementa-se qualidade de vida na prática primeiramente melhorando a saúde do corpo com a melhoria de hábitos alimentares e da prática dos ásanas(lê-se: ássanas), que são técnicas orgânicas que desenvolvem força, resistência e flexibilidade, assim aumentando o conforto corporal, aumentando vitalidade e da saúde, de maneira geral.

Com técnicas respiratórias chamadas de pránáyámas, pode-se alcançar um nível elevadíssimo de consciência e administração das emoções, para que possamos utilizá-las de maneira inteligente, assim tendo mais condições de suportar, de maneira sadia, a luta diária pela sobrevivência. Não é atoa que executivos e empresários das mais variadas áreas se utilizam da prática do Yôga para que tenham mais lucidez e discernimento na gestão de seus empreendimentos.

O método atua de maneira multilateral no ser humano, e tem como um de seus grandes objetivos o trabalho de meditação (Dhyána: a parada do pensamento). Com técnicas simples, mas poderosas, os praticantes desenvolvem uma capacidade diferenciada de raciocínio: mais rápido, mais eficaz, mas preciso. Também ampliam o grau de insights, ficando com a intuição muito mais aguçada.

Na correria em que vivemos os nossos dias deixamos de viver momentos importantes, esquecemos de nós mesmos e das pessoas que nos são importantes. Portanto com mais foco e a atenção desenvolvidos teremos uma vida com muito mais qualidade nos mais variados aspectos.

Arrisque-se! Permita-se! Experimente durante alguns dias parar para não pensar, por vinte minutos no meio da correria do seu dia. Sente-se em uma posição confortável com as costas eretas; leve a atenção para o ato respiratório, faca respirações profundas, lentas e nasais; uma vez uma vez sentindo-se mais estável, leve sua atenção para um ponto qualquer a sua frente ou apenas concentre-se na sua respiração. Aí está o seu primeiro passo para um dia mais Yôgin, o seu primeiro contato com a filosofia ancestral do Yôga. Assim, simples assim.

Lembre-se: coisas maravilhosas irão acontecer enquanto você estiver respirando.

 

Fabiano Defferrari Gomes

 

Supervisionado direto do Mestre DeRose

Diretor Geral da Unidade Fabiano Gomes – Representante da Universidade de Yôga.

Presidente da Associação profissional Luciana de Abreu

Formado pela Primeira Universidade de Yôga do Brasil e Faculdade Estácio de Sá

Consultor em Desenvolvimento Pessoal e Qualidade de Vida

Advogado & Psicólogo formado pela PUCRS

Tel. 3061.3115 – 9363-8871 centrofg.com.br – yogamoinhos.com.br

Isso sim foi uma Surpresa: Susan Boyle – Singer – Britains Got Talent 2009 (With Lyrics)

Quem ainda não viu, vale  a pena! É impressionante; não ha como não se emocionar. A reação da pessoa diante daquela senhora antes dela cantar e depois. Susan participou de um programa que é o “american idol” da Inglaterra.

SURPREENDA-SE! E tire suas próprias conclusões!

BOA SEMANA A TODOS

PS: Se voce esta gostando do blog, recomende.

Susan Boyle – Singer – Britains Got Talent 2009 (With Lyrics)

Surpresas

A vida é sempre cheia de surpresas, nosso coração nos puxa em direção ao desconhecido, o novo sempre nos dá medo… e o medo nos atraí, e como nos atraí. Neste momento meu coração está disparado, a fome passou, a vibração é incrível, o medo é gigante e não consigo sair daqui! Não quero, não vou! É incrível! Meu coração…, meu coração esta se libertando. E como dói a liberdade. É o preço que se paga por voar alto, mas por vezes tenho que descer. O chão me deixa tonto, é estranho. Tenho que tirar pelo mesmo um dos pés do chão.

Sinto o pulsar da terra no meu peito. A lava transborda do alto da minha cabeça… acho que não explode. Vou arriscar J! Fazer o que?!? A vida segura não vale a pena. Tudo o que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem feito.

 

www.CentroFG.com.br ; fabianodgomes@gmail.com

 

Guapo(australian dog) - cada dia uma surpresa!

Guapo(australian dog) - cada dia uma surpresa!

Mas e agora?

Guapo e Eureka escutando atentamente

Guapo e Eureka escutando atentamente

O que fazer quando todos os caminhos se abrem? Para onde vamos quando descobrimos que podemos fazer tudo, que nada nos separa de nossos sonhos… a não ser nós mesmos. E agora? Milhares de possibilidades se abrem diante de meus olhos. Quero todas, quero tudo, quero mais… mas e agora? E o tempo? Não tenho todo o tempo que quero, não quero o pouco tempo que tenho. Tanto a aprender, tanto a ensinar. Conheço tão pouco de tudo e conheço tudo de tão pouco. Quero mais tempo para poder mais, mas se não o tenho? Não vou perder o tempo que tenho. Estou exatamente onde e quando quero estar, nenhum outro tempo e espaço: o presente. Este momento é verdadeiramente o único tempo que tenho, então vivo o agora e construo o meu caminho com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Mas e agora? VOCÊ DECIDE.

fabianodgomes@gmail.com

 

Fernando Pessoa – Poemas de Alberto Caeiro

Num meio-dia de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espirito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez com que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E porque toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando agente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espirito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
“Se é que ele as criou, do que duvido.” -
“Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.”

E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

… … … … … … … … … … … … … … … … … … …

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É a minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
… … … … … … … … … … … … … … … … … … …

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

… … … … … … … … … … … … … … … … … … …

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Alberto Caeiro

 

Libertatis

Sonho de liberdade

Liberta-te de ti mesmo antes de te libertares dos demais. A liberdade é uma conquista, é um estado interno a ser transbordado! A minha liberdade só depende de mim, pois não há jaulas nem trancas que possam cercear minha condição interna. Se meu coração é livre, se minha mente é livre, sou o único quem pode me aprisionar. Mas é fácil ser livre? Não é fácil, pois quando decido ser livre tiro de todos a responsabilidade sobre a minha vida e assumo que cabe a mim mesmo tocar meu próprio caminho, fazer minhas próprias escolhas, construir minha estrada. To do peso do mundo sai das minhas costas quando tiro o mundo dos meus ombros. O peso se dilui em tudo o meu corpo, minhas emoções, minha mente e intuição. Só eu tenho a culpa das minhas mazelas e felicidades.

E se a minha vida tem a ver com a tua seguimos juntos, caso contrario nos transformamos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Desligue o celular… Conecte-se com você.

Como seria a sua vida sem celular? Sem Messenger? Sem Skype? Sem e-mail? Mesmo que apenas por alguns instantes. Difícil, não é? Estamos constantemente ligados a tudo e a todos. Parece até pecado não responder uma mensagem ou não atender ao celular no instante em que nos ligam. E aí somos interrogados invariavelmente com a pergunta: onde tu estavas que não me atendeu? Temos que estar disponíveis para quem quiser nos achar a qualquer momento? Mas o que é isso? Vivemos uma neurose endêmica, uma necessidade incontrolável de ter todas as informações no instante, no segundo em que queremos. Nossos avós viviam muito bem com apenas uma linha de telefone fixo, quando a tinham.

Inclusive, as coisas estão tão imediatas que acabamos invertendo valores e confundindo nossas prioridades. Dando mais atenção ao mundo virtual do que a pessoas de verdade. Isso é tão forte que há muitos relacionamentos que começam e terminam pela internet, ou pelo telefone. Como assim…? Pessoalmente não entendo como isso é possível, mas essa é só a minha opinião. Há algo de muito estranho em tudo isso. Ou simplesmente estou apegado aos bons costumes e maneiras que aprendemos tempos atrás. Continuo achando que devemos tratar assuntos importantes pessoalmente e não a distancia.

Há pouco tempo fazer uma visita, que estava devendo a um amigo em sua empresa. Marquei uma hora e me desloquei de meu local de trabalho para tomarmos um café no escritório dele e colocarmos alguns assuntos em dia, inclusive de negócios. No curto espaço de tempo que estivemos juntos, no mínimo a metade do tempo de nossa reunião este meu amigo dedicou para atender telefonemas e responder ao MSN. Não fiquei chateado, mas saí de lá pensando: será que isso é a regra? Assim passei interrogar algumas pessoas sobre o assunto e percebi que esta prática esta se tornando comum. Estamos dedicando mais tempo e importância a um mundo que não tocamos, um mundo virtual que nos bombardeia de informações e imagens 24h por dia do que a relações reais e tangíveis.

Sinto que o calor humano nesta era informatizada está esfriando. Não prego o extermínio da tecnologia, pelo contrario, acho que devemos utilizá-la cada vez mais. Mas um e-mail, ou um sms jamais devem substituir o contato olho no olho. Não importa os quão ocupados ou atarefados nos somos sempre devemos reservar alguns instantes de nossa vida para tomar um café com nossos amigos.

Nesta correria de nossas rotinas nos afastamos das pessoas, nos afastamos de nós mesmos. Dedicamos pouco tempo para nossa saúde e qualidade de vida. Algumas vezes devemos fazer força para sair de círculo que nos prende. Convide um amigo ou uma amiga para almoçar, ligue para seus avós que certamente ficarão muito felizes em saber como você está. Jante na casa dos seus pais vez por outra. E quando estiver com eles, desligue o celular por uma hora e dedique-se com alegria a estes momentos. Você vai se surpreender como existe vida e alegria nestes pequenos e singelos momentos de contato.

 

Fabiano Defferrari Gomes

fabianodgomes@gmail.com

Você quer ser feliz? Ou quer ter razão?

Aprendi a fazer essa pergunta para meus clientes quando era advogado: Você quer ser feliz ou quer ter razão? Fui consultado várias vezes por pessoas dispostas a gastar uma fortuna em causas que tinham lhe custado muito pouco. A motivação era apenas o “desaforo” dessa ou daquela pessoa. Por mais incrível que pareça, ‘‘ter razão” e “ser feliz”, são coisas que nem sempre andam juntas. Para nós gaúchos, especialmente, não é fácil levar desaforo pra casa. O gene peleador está presente em todos nós. Não existe nada de errado nisso, mas temos que aprender a canalizar esta energia para fazer coisas boas e úteis para nós mesmos e para o mundo a nossa volta, assim estaremos no caminho do bem.

Sempre que ficamos muito irritados com alguém ou alguma coisa, passamos o controle da nossa vida para outrem. Isso acontece várias vezes por dia, no transito, no trabalho, com os familiares, com a companheira ou companheiro, com pais e filhos. É impressionante como perdemos grande parte de nossas vidas simplesmente reagindo aos estímulos externos, sendo reativos a tudo e a todos; ao invés de sermos mais pró-ativos, assumindo a responsabilidade agir, tendo a iniciativa de construir, de ser gentil, de pedir desculpas, de cumprimentar nossos amigos, funcionários, parentes.

Mas há de se perguntar: quem será que tem mais poder, fibra, austeridade: quem responde a tudo, a todos com rispidez, sob o pretexto de ser verdadeiro? Ou aquele que se permite não se abalar com os tais e eventuais impropérios? Reflita um pouco sobre como você reage. Como você se sente; como fica transtornado com a falta de respeito que aquele cidadão teve ao fazer um gesto mal educado no transito para você? Será que dar a outra face é um ato de poder ou de subserviência?

Não permita que ninguém além de você regule ou controle as suas reações emocionais. Saiba que você tem o poder de assumir as rédeas do seu emocional. Verdade! Sempre que nos irritamos demais com alguém, com o mundo, com qualquer coisa damos a esta outra coisa o poder de gerir nossas emoções. Sempre devemos nos posicionar, de maneira enérgica e forte se preciso for e jamais  confundir ser pacífico com ser passivo.

Você deve estar pensando: falar é fácil! Mas como é que se faz isso? O que eu devo fazer para não ter vontade da esfolar viva aquela criatura que me desrespeitou?

A resposta é simples, mas não é fácil. Tudo começa com a vontade, o desejo de reagir de forma diferente. Devemos olhar para aquele ser humano em nossa frente, para aquela situação difícil que enfrentamos, sabendo que tudo o que há de bom e tudo o que há de errado é absolutamente passageiro, transitório, assim, não vale a pena ocupar nossas vidas focando no que nos faz mal. Quando se perceber irritado demais, pare, respire profundamente, se um leve sorriso não ocorrer tente com mais intensidade. Vá correr, ouvir uma música que você gosta, saia para passear com seu cachorro. Faça mais uma inspiração profunda e lembre-se de que está vivo e que cabe apenas a você a responsabilidade de ser feliz, ou não.

Há um sábio hindu da antiguidade chamado Pátañjali que nos ensina o seguinte: “Quando se vivencia a não-agressão, a hostilidade desaparece em nossa presença.” Aja de maneira mais pró-ativa, mais alegre, mais tolerante, mais humana, com coração sincero, você verá que coisas positivas serão atraídas. O Mundo é um espelho. Ele reage às suas ações, sorria e o mundo sorrirá para você. Seja como o Samurai, que mesmo ante a um inimigo não perde a elegância, a lucidez e a precisão. E agregue a isso a alegria de uma criança. Tenho certeza que você vai se impressionar com os resultados.