Os restaurantes visados no bairro Moinhos de Vento

Os restaurantes visados no bairro Moinhos de Vento

Que há ladrão e ladrãozinho, todo mundo sabe ou já experimentou o desconforto e a raiva de ter sido vítima de algum. Agora, os gatunos resolveram agir nos restaurantes do bairro Moinhos descaradamente.

As pessoas chegam ao local escolhido tranquilamente para almoçar, deixam as bolsas em cima da cadeira para “marcar” lugar, e quando voltam…. cadê a bolsa?

Hoje presenciei uma jovem que chegou à mesa escolhida, tirou o celular do bolso, crachá, as chaves, as luva, deixou tudo em cima da mesa e foi se servir. Bem, não sei se algo aconteceu, mas que ela estava na mira de algum gatuno, provavelmente estava.

Digam-me! Como, em um restaurante cheio, no horário de meio-dia, podemos saber se existe alguém com intenção de roubar? Desse jeito todos nós, míseros mortais, estaremos sendo suspeitos, pois identificar um “gatuno(a)” no meio de tantas mesas é muito difícil, até porque “eles(as)” vestem-se como a clientela que frequenta o local. O que fazer? Espernear, gritar com os donos dos restaurantes? Como?

Será que também não temos um pouco de responsabilidade por deixarmos nossas coisas em cima de cadeiras e mesas rodeadas de pessoas desconhecidas? Sem falar nas mulheres que deixam a bolsa no encosto das cadeiras e sentam-se na maior tranquilidade. Não enxergando a bolsa, como poderemos ter certeza que ela permanecerá ali?

Lamento pelas pessoas lesadas, lamento pelos donos dos estabelecimentos, mas o que fazer? Em curto prazo, é desconfiarmos da sombra e cuidarmos mais de nossos pertences.

Bom apetite frequentadores do Moinhos!

Postado por Miréia Borges, Conselho de Blogueiros às 18h00

DA MINHA ALDEIA – Alberto Caeiro

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Libelo pela Compreensão

Libelo pela Compreensão

Não existe Yôga sem um bom relacionamento humano.

Como Mestre de Yôga, considero requisito principal a capacidade de boas relações humanas e não quero como discípulo, nem como assistente, nem mesmo como amigo, alguém que não saiba se relacionar bem com os demais.

Nós do Yôga, temos uma prioridade no nosso esforço (tapas) pelo aprimoramento: é o cultivo das boas relações entre os seres humanos. Sem compreensão não existe Yôga. Não se admite que praticantes ou instrutores de Yôga não consigam superar uma emoção para evitar desentendimento com alguém.

Não adianta nada fazer lindos exercícios, meditar e portar o ÔM se você responde a uma agressão com outra agressão. É uma vergonha para todos nós quando chega ao nosso conhecimento que um yôgin se desentendeu com quem quer que seja, ou que se melindrou com outrem.

Com o pretexto da franqueza ou da autenticidade muita gente faz grosserias, o que magoa quem está envolvido no mal-entendido e também quem não está. Amizades promissoras são rompidas para sempre. Fecundas carreiras profissionais são destruídas. Enormes prejuízos morais e financeiros são contabilizados por conta de uma cara feia que poderia ter sido perfeitamente evitada.

Não estamos recomendando o fingimento nem a hipocrisia, mas sim a educação e a elegância. Emoções pesadas sujam mais o organismo do que fumar, beber e comer animais defuntos. Não adianta praticar Yôga, meditação, mantras, se você não souber se relacionar bem com as outras pessoas.

Lapide o seu ego, eduque o seu emocional, reprograme a sua mente. Nós não somos pessoas vulgares e toscas, que habitualmente respondem com crueza a qualquer atitude que não as agrade, gerando, com isso, um mal-entendido atrás do outro.

Quando faço estes apelos, sempre, quem os lê acha que não é consigo, que escrevi para outra pessoa, afinal, suas reações agressivas não terão sido culpa sua: foram todas as vezes, meras reações de legítima defesa contra as ofensas perpetradas por terceiros! Se você pensa assim, aceite minhas condolências. Você sofre de egotite aguda.

Há uma método seguro para saber se a culpa é dos outros ou não. Se você se desentende com, no máximo, uma pessoa por ano, fique tranqüilo. É bem possível que o mal-estar não tenha sido responsabilidade sua. Mas se você freqüentemente precisa se defender com veemência de agressões feitas pelos seus amigos, funcionários ou prestadores de serviços, então, você precisa fazer terapia.

As pessoas, em qualquer profissão, tendem a tornar-se difíceis, grosseiras, autoritárias, sempre que progridem na vida ou sempre que são promovidas em seus cargos. No entanto, chegar em cima não é difícil: o difícil é ficar lá. Um verdadeiro líder não é autoritário nem antipático. Se o for, não ficará lá em cima por muito tempo…

DeRose

Dancem macacos dancem

Este video fala de nossa autoimagem. VALE A PENA VER.

Boa semana a tudos!!Dancem macacos dancem

“Ler devia ser proibido”

\”Ler devia ser proibido\”

Satya: a Verdade

O código de ética do Yôga possui dez preceitos, entre os quais estão a não-agressão, a verdade, não roubar, entre outros. Neste artigo discorreremos um pouco sobre satya (a verdade), e de que for este preceito é visto do ponto de vista do Yôga.

A busca da verdade é uma das grandes questões da filosofia como um todo. O Yôga como filosofia prática traz a verdade como uma prática para o dia-a-dia. Como a vivência da congruência: a correspondência entre o que se sente, pensa e como se age. O Yôgin vive cada instante de vida com a mente focada no momento presente. Com a atenção concentrada no aqui e agora se vive verdadeiramente. Sem deslocamento da consciência para o passado ou para o futuro. Não há de se falar em uma busca no plano das idéias, teórica, acadêmica; a veracidade na concepção da cultura Yôgin é de caráter prático e imediato e não uma concepção lógico-abstrata.

Para esta filosofia, toda a palavra proferida é um mantra[1]. Quem realmente aplica satya faz com que cada palavra proferida tenha poder, poder genésico, criador, tendo estas a capacidade de, literalmente, criar a realidade. Se você só fala a verdade, tende a desenvolver o siddhi (poder) de prever/criar o futuro.

Aquele que faz o uso da inverdade tira o poder das suas palavras e passa a não acreditar mais em si mesmo, assim enfraquecendo as ações, as decisões e toda e qualquer atitude em sua vida.

Quando se faz uso estrito da verdade, obtêm-se resultados, mesmo sem tomar nenhuma atitude concreta. (II – 36) [2]

Além do caráter personalíssimo, da aplicação da verdade em nossas próprias palavras e atitudes, existe a questão de sermos passivos mediante o testemunho de inverdades. Conforme vemos no abaixo, em trexos do código de ética do Yôga:

“O yôgin não deve fazer uso da inverdade, seja ela na forma de mentira, seja na forma de equívoco ou distorção na interpretação de um fato, seja na de omissão perante uma dessas duas circunstâncias”.

“Conseqüentemente, ouvir boatos e deixar que sejam divulgados é tão grave quanto passá-los adiante”.

Desta forma, quando temos consciência de alguma mentira sobre algo ou alguém, devemos nos posicionar. Se tivermos a oportunidade de agir ante alguma injustiça ou boato e não o fizermos, esta omissão equivale à corrupção de satya. Podemos dizer que o omisso é co-autor das inverdades ditas, se podendo agir, não o faz.

Parte fundamental de satya(a verdade) é seu preceito moderador:

“A observância de satya não deve induzir à falta de tato ou de caridade, sob o pretexto de ter que dizer sempre a verdade. Há muitas formas de expressar a verdade.”

Como diz Renato Henriques[3], toda a verdade que dita se transformar em mal deve ser silenciada, mas jamais falceada. Se corrompermos este preceito moderador estaremos não estaremos aplicando ahimsá (não-agressão). A ética deve ser sempre vista de forma sistêmica. Jamais podemos ver e aplicar uma norma de maneira absoluta, pois assim estaremos certamente corrompendo a ética de outra forma. Por tanto, use sempre o seu melhor julgamento para agir sabendo que somos humanos e por vezes cometemos nossos equívocos, como qualquer outra pessoa.

Use sempre a verdade, mas seja cuidadoso com as pessoas. Existem varias formas de se dizer a verdade sem maltratar a outrem.

 

Fabiano Defferrari Gomes 

fabiano.gomes@centrofg.com.br


[1] MANTRA = PODER = PALAVRA.

[2] Pátañjali, Yôga Sutra, p. 76

[3] P. 173.

RSVIP by Mariana Bertolucci

Fotos da familia no evento da CatanduvaRed ConcertPai e Fabiana

Em Sampa

Pessoal, estou em Sampa para fazer aula com o Mestre DeRose.
O novo artigo esta pronto. É sobre a verdade Satya. Em breve estará disponivel.
Bom final de semana a todos.

ANGUS, YÔGA E MÚSICA – Nota do RSVIP ZH de sexta-feira

É hoje, no Centro de Eventos do Sport Club Internacional, o 2º Catanduva Red Concert, leilão de elite da raça Angus da cabanha Catanduva, de Fábio e Fabiana Gomes. Além do concerto da Ospa, haverá Yôga embalada pelo Bajofondo com o grupo comandado por Fabiano Gomes. Convidada especial do evento, a sócia de Gomes no Uruguai e proprietária da La Pataia, a princesa Laetitia Habsburg D’Arenberg, sempre chama atenção pela elegância. A La Victoria Herencia Criolla participa do remate com cinco telas do artista José Cuña. O coquetel é da Barbarella Bakery, e o show, de Soledad Pastorutti. A excelente cantora tem atraído atenção dos fãs gaúchos para o evento de hoje, que é exclusivo para convidados.