A PRÁTICA DA GRATIDÃO

Aos incapazes de gratidão nunca faltam pretextos para não a ter.

Gustave Flaubert

A gratidão está desaparecendo de nossos costumes, esta virtude esta se extinguindo. Fomos, já há algum tempo, invadidos por uma crise de descontentamento endêmico. Sempre temos algum tipo de reclamação a fazer, sobre qualquer coisa. Reclamamos do clima, da política, do cônjuge, do chefe, dos subordinados, da polícia, do trânsito, da jornada de trabalho, da crise, etc. O que esta acontecendo? Será que a insatisfação é genética? De onde vem este ímpeto desenfreado de estarmos sempre descontentes com algo, alguma coisa ou alguém? Quanto a esta pergunta sinto-lhes responder que não há nenhum culpado a apontar a não ser nós mesmos.

Todo o nosso descontentamento por aquilo que nos falta procede da nossa falta de gratidão por aquilo que temos.

Daniel Defoe

Nós somos os motoristas que tornam o nosso trânsito cada vez mais violento, nós somos os pedestres deseducados que se jogam na frente dos carros no centro da cidade. Nós elegemos os políticos que nos representam nas esferas municipal, estadual e federal. Nós escolhemos com quem nos relacionamos, com quem casamos, etc. Então cabe exclusivamente a nós, a responsabilidade de fazer diferente; de cumprir o dever com alegria e de constantemente adaptarmo-nos a novas situações com sabedoria e flexibilidade.

Felizmente bons valores não morrem, podem até ficar adormecidos, hibernando por algum tempo, mas por seu conteúdo superam modismos e tendências e acabam reaparecendo na forma de movimentos sociais e bons exemplos de homens e mulheres que estão mais preocupados em construir do que em destruir, mais interessados em colaborar do que em criticar, mais empenhados em descobrir o que há de certo e bom neste mundo do que cruzar os braços e permitir que nosso lado mais obscuro prevaleça.

Parte fundamental da ética oriental, a gratidão não é apenas um sentimento, mas uma prática diária de ações efetivas, contidas nas pequenas e grandes coisas do dia a dia.

Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo.

Masaharu Taniguchi

Aqueles que conseguem ser gratos e contentes a cada dia, por mais um dia de vida,que agradecem ao caixa do supermercado, que dão bom dia ao porteiro do seu prédio, perguntam ao chefe como foi final de semana, mudam uma chave muito importante, passam a encarar a vida de uma outra forma. Saem de uma condição reativa para uma mais pró-ativa. Passam a valorizar mais os professores mesmo antes de receber o conhecimento, tornam-se gratos aos pais pela vida de cada dia, gratos aos amigos por tornarem a existência mais divertida e agradável. A gratidão deve deixar de ser uma retribuição a algo que nos foi feito para se tornar uma atitude que permeia nossas vidas a cada instante. Até porque, como nos ensina Machado de Assis A gratidão de quem recebe um benefício é bem menor que o prazer daquele de quem o faz. Que é complementado por Wallace Wahles, A prática diária da gratidão é um dos canais pelos quais a riqueza chegará a você

A gratidão faz com que olhemos ao nosso redor com mais clareza, com mais profundidade e percebamos que temos todas as ferramentas para sermos felizes sem necessitarmos de ninguém, mais sim optarmos por andar juntos. Experimente exercitar a gratidão todos os dias, você vai se surpreender com o resultado. Inspire-se!

Fabiano Defferrari Gomes

Life style coach

Fabiano.gomes@centrofg.com.br

Impressionante o que suas mãos podem fazer!

O Poder das escolhas

Palestra informativa - O Poder das escolhas

Palestra informativa - O Poder das escolhas

O PÔR-DO-SOL

por-do-sol-004Quando o sol se punha, todos parávamos o que estivéssemos fazendo e ficávamos em pequenos agrupamentos observando o crepúsculo. As famílias se reuniam, as crianças se encarapitavam nos ombros dos mais velhos ou no colo dos pais. Os casais se acolhiam e acariciavam.

Essa era a hora de fazer as pazes, se alguém ainda estava ressentido com alguma coisa; era também a hora de recitar poesias quase sempre compostas de improviso, ali mesmo. Sempre foi muito fácil para o nosso povo compor poemas de amor, ao pôr-do-sol, pois os rostos ficavam docemente iluminados pelo alaranjado do sol poente.

Não tínhamos noção do que era aquele disco luminoso no céu, mas sabíamos que era lindo e que devíamos a ele a nossa vida, a luz que nos iluminava, o calor que nos aquecia no inverno. Não imaginávamos que fosse alguma divindade e sim um fenômeno natural como o raio, o trovão ou a chuva, e o reverenciávamos com um grande respeito e afeto.

(Textodo livro Eu me lembro do DeRose)

Jiu Jitsu a arte suave

Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou “arte suave”, nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.

A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.

Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.

Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.

De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.

Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.(informacoes da http://www.cbjj.com.br/hjj.htm)

Australian Cattle Dog – Para quem esta curioso

Cão pastor, robusto e compacto, o Australian Cattle Dog, como o nome diz, é da Austrália. A espécie foi criada para conduzir rebanhos em longas e perigosas jornadas, até o mercado, em função de suas principais qualidades: determinação, resistência, perseverança e versatilidade.
Diante disso, a beleza de sua pelagem não é o seu ponto forte, pois o que se destaca é o potencial do seu trabalho, o apego ao seu proprietário e sua longevidade, podendo chegar aos 29 anos! De temperamento calmo, fica incomodado quando sente perigo em relação ao seu dono e ao ambiente em que vive.
A inteligência é outra característica da raça. Sua facilidade em aprender rapidamente os comandos complexos o torna confiável para trabalhar em fazendas e áreas relativamente grandes.
Apesar de muito utilizado nas fazendas dos Estados Unidos, Austrália e Canadá, o Australian Cattle Dog é praticamente desconhecido no Brasil.
Por seu temperamento, não suporta solidão ou a vida isolada em um quintal, necessitando de contato constante com pessoas. Caso não tenham essa oportunidade, podem desenvolver problemas de comportamento.
Extremamente sadio, o Australian Cattle Dog pode enfrentar problemas como a surdez congênita, atrofia progressiva da retina e luxações na patela, de acordo com o avanço da idade.
Acredita-se que seu desenvolvimento aconteceu a partir da colonização inglesa na Austrália. Durante a imigração, os ingleses levaram seus cães que tinham grande habilidade no pastoreio nas ilhas britânicas para um ambiente totalmente diferente, o deserto australiano.
Diante da dificuldade da adaptação dos cães ingleses, os fazendeiros iniciaram o processo de acasalamento com os cães nativos. As tentativas, contudo, falharam; e somente em 1840, após a ida de um casal Blue Smooth Highland Collies e seu acasalamento com o Dingo nativo, é que houve resultados positivos.
No final da década de 60, a raça foi reconhecida pelo Australian Kennel Club, no grupo dos Miscelaneous; e, com esforço dos criadores, em 1980 foi plenamente estabelecida.