Vida & Saúde editado – SwáSthya Yôga -Metodo DeRose

Vida & Saúde – SwáSthya Yôga – Método DeROSE

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Coisas que a vida me ensinou (O que não pode ser ouvido, não deve ser dito) – DeRose

Não tenha ilusões. Tudo o que você disser a respeito de uma pessoa chegará ao conhecimento dela. Portanto, segure essa língua. Depois não adianta ficar revoltado com a inconfidência das pessoas. É assim mesmo.

Segredo de mais de uma pessoa não é mais segredo. No momento em que você conta seu segredo para uma pessoa da sua confiança, ela também só conta para uma outra da confiança dela e assim sucessivamente. Em pouco tempo, dezenas de pessoas estarão sabendo o seu “segredo”.

E para que contar? Por que essa necessidade de se expor? Sempre que precisar comentar algo sobre alguém, só diga coisas boas. Um belo exercício é: quando começar a dizer algo ruim ou começar a vomitar uma crítica sobre alguma pessoa, reverta a frase e comece imediatamente a elogiá-la. Essa pessoa não tem nada de bom para ser elogiado? Invente!

Coreografia do Método DeRose por Tanara Fritsch

AHIMSÁ: A NÃO AGRESSÃO

Mahátma Gandhi

Mahátma Gandhi

Esta é uma norma ética da tradição do Yôga que visa aplicação cotidiana e que vai muito além da simples agressão física. Este conceito é tomado de forma muito mais ampla, nos ensina a buscarmos não só a melhoria das atitudes, mas também o amestramento das emoções e a lucidez dos pensamentos, tanto sobre os outros e quanto sobre nós mesmos. Ahimsá(não agressão) trata fundamentalmente de respeito universal e incondicional para com qualquer forma de vida. De qualquer maneira, sabemos que é impossível viver sem incorrer em alguma forma de hostilidade, pois nosso dia a dia nos impele a sermos muito mais reativos do que próativos. Mais importante é tratarmos de nos esvaziar ao máximo da hostilidade e das animosidades, nos esforçando verdadeiramente para isso.

Renato Henriques grande professor de nosso estado nos ensina que, o Yôgin, ao lograr a realização de ahimsá, pode meditar nas selvas sem ser importunado por animais selvagens. O mundo a nossa volta é uma selva e funciona como um espelho, ele manifesta o que é externalizado por nós. Se cultivarmos atitudes agressivas, atrairemos exatamente isso. Em suma, aquele que está em paz, vivenciará ahimsá tanto interna quanto externamente.

Os sútras(aforismos) de Pátañjali , abaixo, ilustram bem a idéia de que ahimsá é uma prática para o dia a dia. Mostra que a não agressão vai além das ações, mas inclui também os pensamentos e as emoções. Nesta escritura da tradição oriental(tradução DeRose), que foi escrita a aproximadamente 2300 anos, vemos que as atitudes e pensamentos agressivos são sempre fruto de nossa própria ignorância e que o fim inevitável da falta de conhecimento sobre nos mesmos é o sofrimento.

Quando se vivencia a não-agressão, a hostilidade desaparece em nossa presença. (II – 35)

Quando surgirem pensamentos indesejáveis, estes podem ser vencidos convivendo-se com seus opostos. (II- 33)

Jamais devemos confundir pacifismo com passividade. O grande exemplo de não violência ativa foi Gandhi, que libertou a Índia da opressão do Império britânico. Sem derramar uma gota de sangue, 700 milhões de pessoas foram libertadas em 1947. Isto está longe de ser passivo, este fato nos mostra que a não agressão pode ser absolutamente ativa.

Ao oferecer ao outro a outra face, estamos demonstrando nosso poder. A capacidade de sermos senhores de nós mesmos e não permitir que outrem seja responsável por nossas reações.

Para fecharmos este pequena reflexão, há uma questão fundamental a ser pontuada. De nada adianta a vivência da não agressão se ela não for verdadeira. Não só da pele para fora. A não agressão dever vir sempre acompanhada de satya – a verdade. A força de ahimsá está na sua vivência honesta, em realmente eliminar de nosso coração os sentimentos e pensamentos agressivos, que são frutos de nossa própria ignorância. Esta não é uma tarefa fácil, pois só alcançaremos este grau de discernimento com disciplina constância e humildade. Inspiri-se!

Fabiano Gomes

fabiano.gomes@centrofg.com.br

Quem foi que disse que a Vida é Fácil?

A simplicidade é o último grau de sofisticação.

Leonardo DaVinci

Quanto mais rápido o mundo gira a nossa volta, quanto mais frenético é o ritmo de nossas vidas, mais ouvimos falar na busca de uma vida simples, no prazer das pequenas coisas e de valores a muito esquecidos. É impressionante como o homo sapiens vive em extremos, parece estar sempre insatisfeito. Isto não é necessariamente uma coisa ruim, pois por obra e graça dessa insatisfação nossa humaninada evolui, constrói, cria coisas novas e se desenvolve. Ao mesmo tempo em que este paradoxo nos leva a realização de grandes e boas obras, nos leva a destruição, desconstrução, e atrocidades que só este extraordinário animal humano pode ser capaz de fazer, como guerras, crueldades, atentados terroristas.

Mas como ter uma vida simples, feliz e cheia de realizações neste tempo em que vivemos? O mundo da diversidade e da complexidade, da inovação e da tecnologia? Como ter qualidade de vida nesta luta diária pela sobrevivência? Bom, meus amigos e amigas, esta resposta é simples, mas jamais simplória. Alias, não creio que exista apenas uma resposta para esta pergunta. Aqui colocarei algumas reflexões que tive nestes mais de 10 anos trabalhando com pessoas.

Começo com a frase da Clarice Lispector que ensina o seguinte: Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho. Para termos uma vida ótima, temos que trabalhar muito. E não falo só para ganhar dinheiro, para sermos felizes temos que nos esforçar diariamente. Cada dia de vida é uma luta, temos expectativas, de família, da sociedade, dos chefes, dos colaboradores, da mulher, do marido para dar conta. Esta é uma empreitada fabulosa, mas que muitas vezes custa nossa qualidade de vida, nossa vitalidade, nossa saúde.

Sempre digo aos meus alunos que é fácil não se estressar na beira da praia ou no alto de uma montanha. Mas o desafio e a arte estão justamente neste mundo alucinado e frenético em que vivemos. Minha dica não é fugir da luta e da pressão, mais ficar cada vez mais forte e capaz de transformar pressão em resultado positivo em todas as áreas de nossas vidas. Essa é a metáfora do carvão que se tornou diamante, pois se deu bem sobre muita pressão durante um longo tempo. Assim somos nós! A vida não fica mais fácil, os desafios só aumentam com o passar do tempo. Quanto mais preparados estamos, quanto mais experiência e sabedoria acumularam, mais e maiores desafios e obstáculos aparecem. Mas esta é exatamente a beleza de nossas vidas: temos a oportunidade de aprender até o final e de mudarmos ou não o rumo que escolhemos; acertar, errar, corrigir, e assim por diante.

Coloque um pouco mais de disciplina e constância em tudo que você faz; e cumpra o seu dever com alegria e satisfação que o resultado será espetacular. Inspire-se!

SWÁSTHYA YÔGA – O YÔGA ANTIGO

De todos os tipos de Yôga que existem, há um, em particular, que é especial por ser o mais completo. Produz efeitos rápidos e duradouros como nenhum outro. Trata-se do SwáSthya Yôga, sistematização do Yôga muito antigo, do período pré-clássico. Para torná-lo inteligível foi preciso sistematizá-lo, como faria um arqueólogo com os fragmentos preciosos que fossem sendo encontrados.

O SwáSthya Yôga contém os elementos que fundamentam todas as demais modalidades de Yôga. Não há nenhum outro tipo de Yôga tão completo. Numa prática de SwáSthya Yôga você estará praticando Ásana Yôga, Rája Yôga, Bhakti Yôga, Karma Yôga, Jñána Yôga, Laya Yôga, Mantra Yôga e Tantra Yôga, bem como os elementos constituintes das subdivisões mais modernas, nascidas desses ramos, tais como o Hatha Yôga, Kundaliní Yôga, Kriyá Yôga, Dhyána Yôga, Maha Yôga, Suddha Rája Yôga, Ashtánga Yôga, Yôga Integral e muitos outros.

Mas atenção: embora o SwáSthya contenha em si os elementos constitutivos de todos esses tipos de Yôga, ele não é formado pela combinação daqueles ramos, pois está baseado numa tradição bem mais antiga, anterior a eles.

O SwáSthya Yôga consiste em técnicas biológicas sem cansaço, baseadas em movimentos conscientes, sem repetição, que atuam prioritariamente em três áreas:

1) Flexibilidade – esta compreende o alongamento muscular e a flexibilização articular, pois o alongamento só atua no âmbito muscular; contudo, se queremos conquistar uma boa flexibilidade, precisamos aumentar o ângulo de amplitude das articulações.

2) Tônus muscular – visa ao aumento de força, à definição da mus­culatura e ao enrijecimento dos tecidos, sem comprometer a flexibilidade.

3) Vitalidade – ao realizar um trabalho continuado e gradual que promove profundas mudanças na vascularização da massa muscular, reforçadas pelo aumento de oxigenação celular e a redução do stress, o resultado é uma sensação de bem estar, boa disposição, alegria de viver e incremento na saúde de todos os tecidos e órgãos do corpo.

O SwáSthya proporciona uma flexibilidade espantosa e um excelente fortalecimento muscular. Com suas técnicas biológicas beneficia a co­luna vertebral, os sistemas nervoso, endócrino, respiratório e circulatório.

As técnicas corporais promovem a regulagem do peso por estimulação da tireóide; melhor irrigação cerebral pelas posições in­vertidas; consciência corporal, coordenação motora e elasticidade dos tecidos.

As atividades de purificação das mucosas promovem a higiene interna, das mucosas do estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios, das conjuntivas, etc, bem como limpeza dos globos oculares e treinamento para melhorar a visão.

Os exercícios respiratórios fornecem uma cota extra de energia vital, aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções, permitem o contato do consciente com o inconsciente e ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.

A técnica de descontração é o módulo de relaxamento, que auxilia a todos os anteriores e, juntamente com as demais partes da prática, implode o stress. Já as técnicas de concentração proporcionam foco e maior rendimento nas atividades.

Estes efeitos, e muitos outros, são simples conseqüências de técnicas. Ocorrem como resultado natural de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se aprendermos a respirar melhor, relaxar melhor, dormir melhor, comer melhor, excretar melhor, trabalhar melhor a coluna, os frutos só podem ser o incremento da saúde e a redução de estados enfermiços.

Com base nas técnicas do Yôga e com a compreensão do ser humano adquirida como psicólogo do trabalho e escolar, podemos abordar várias facetas do comportamento humano e recomendar formas de termos mais qualidade de vida de forma simples e eficiente.