Comunicação empática e consciência

Texto por Paola Martins




Você tem consciência sobre a forma como se comunica com o mundo? Você conhece todas as linguagens que lhe ajudam a se expressar em sociedade, sejam elas verbais, escritas, ou ainda, corporais, com gestos, expressões e olhares?


Tudo é comunicação e linguagem. E a língua que você fala diz muito sobre você.

Nós nos manifestamos pelo mundo através do nosso veículo mais denso: o nosso corpo. É ele quem nos dá voz, quem nos torna “entendíveis” pelos demais do grupo.


Ocorre que muita vezes nossa comunicação se limita a uma reprodução de padrões anteriormente pré-definidos, sem reflexão e sem consciência, seja essa definição advinda de nossos familiares, nossas amizades, colegas de trabalho, ou por nós mesmos.


Independentemente da fonte, aprendemos a nos comunicar através dos outros, que são nossos professores iniciais e diários sobre como expressar fome, frio, medo, angústia, alegria, ansiedade, amor, etc.


Nas últimas décadas, a comunicação passou por uma gigante quebra de paradigma: a automação dentro de mundos virtuais.


Saímos das conversas olho no olho e adentramos um instigante - porém perigoso - lamaçal de comunicações instantâneas em mensagens e vídeos.


Você já reparou como, apesar da ilusão de imediata conexão e proximidade, nossas comunicações ficaram mais estéreis?


É que justamente estamos carente do elemento mais importante da comunicação: o fator humano. O calor da pele da proximidade, a conexão do olhar, a expressão do sorriso. Não há sentimento sem humanidade.


Inclusive, você já percebeu que grande parte das nossas comunicações online são inclusive com robôs, e não com pessoas?


Sair da automação, a mais das vezes, é simples: basta trazer a atenção ao ato da comunicação. Perceber as nuances da linguagem, dar-se conta das diversas espécies de linguagem que nos permeiam o tempo todo.


Esse singelo exercício possui uma gigante potência de nos ensinar sobre nós mesmos: quais timbres de voz usamos (em que situação elevamos a voz e em quais falamos quase em sussurro?), quais posturas adotamos (quando abrimos o peito para falar, e quando nos encolhemos?), quais gestos (precisamos sempre das mãos para reforçar nossos argumentos?), quais vícios de linguagem (quantas expressões você usa porque seus amigos usam? E quem são essas pessoas que acabam, literalmente, saindo pela sua boca?) .


Trazer a nossa consciência para as formas como nos comunicamos em cada uma das situações que enfrentamos no dia a dia nos ensina muito sobre nós mesmos, e pode, inclusive, nos ensinar sobre o outro.


Como nos ensina o professor Fabiano Gomes, “a palavra tem poder de gênese”. Ou seja, ainda que não dita, tem a potência de criar conexão entre duas pessoas. Basta que uma delas esteja suficientemente atenta.


Separamos especialmente para você um vídeo sobre comunicação, do Professor Fabiano Gomes.


Confira, curta e compartilhe!



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