O poder do grupo

Texto por Paola Martins

Todo o agrupamento de pessoas (seja presencial ou seja virtual), gera uma força específica, resultante do somatório das energias de cada um dos seus integrantes.


Não há nada de místico nisso, e é possível perceber esse fenômeno a olho nu: Foi o que aconteceu recentemente no BBB, quando todos passaram a hostilizar, como uma só voz, um dos participantes, e é também o que acontece quando o estádio lotado pela torcida empurra os jogadores em campo para fazerem o gol decisivo do campeonato.


Cada grupo do qual você faz parte possui uma força própria: seu trabalho, seus amigos do colégio, seus amigos da faculdade, sua família, o pessoal da academia, a galera do curso de inglês. Todos eles.


E essa força, evidentemente, gera um poder - uma potência. Se você não estiver atento, acaba por “fundir-se” a essa força, e perder aquilo o que lhe é mais característico. É o não raro “efeito manada”, que cega a tantos de nós em momentos de euforia de grupo.


As relações humanas que cultivamos são a chave de tudo, e configuram boa parte da nossa constituição enquanto indivíduos. Somos, em grande medida, o somatório dessas potências.


Por isso é tão importante trazermos consciência à escolha dos grupos que frequentamos, ao invés de pura e simplesmente seguirmos o fluxo das marés. Sem julgamento de certo ou errado aos olhos da grande sociedade, mas sim buscando identificar se os grupos nos quais você está inserido fazem sentido para você.


É uma questão completamente individual. Mas uma coisa é certa: estar junto do grupo certo de pessoas - seja lá o que isso signifique para você - impulsionará você para ainda mais perto dos seus objetivos.


Aproveite a força dessas ondas, e escolha surfar as tsunamis certas para você. Mas fique atento para não incorrer no erro comum de tentar surfar a tsunami com um pé em cada prancha. E é o que acontece quando os grupos que você escolhe não são compatíveis entre si: você cai e se afoga.


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