Meditação altera fisicamente o cérebro – NEW YORK TIMES

A prática provocou aumento na densidade da massa cinzenta da região cerebral ligada ao aprendizado e à memória

The New York Times |

Meditação: alterações na massa cinzenta do cérebro

Um programa de oito semanas de meditação pode ocasionar mudanças mensuráveis em regiões cerebrais associadas a atenção, empatia e percepção de si mesmo.

A meditação concentra-se na percepção, livre de julgamentos, dos sentimentos, sensações e estados mentais de si mesmo – o que geralmente resulta numa sensação de total relaxamento e paz plena.

No estudo, feito nos Estados Unidos, foram utilizados exames de ressonância magnética para avaliar a estrutura cerebral de 16 voluntários nas duas semanas anteriores e posteriores ao programa de oito semanas de Meditação Para a Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts (EUA).

O programa incluiu encontros semanais para a prática de meditação e gravações em áudio para a prática de meditação guiada. Os participantes tiveram de monitorar o tempo diário de prática. Para fins comparativos, os pesquisadores também analisaram exames de ressonância magnética de um grupo-controle que não praticou a meditação.

Os participantes do grupo de meditação passaram, em média, 27 minutos diários praticando. Os exames de ressonância magnética realizados depois do período de oito semanas revelaram um aumento na densidade da massa cinzenta do hipocampo (região cerebral ligada ao aprendizado e à memória) e em estruturas associadas à compaixão e à autopercepção.

 Os investigadores também constataram que a redução de estresse relatada pelos participantes foi associada à diminuição da densidade da massa cinzenta da amídala cerebral, que exerce um importante papel na ansiedade e estresse. Nenhuma das alterações da estrutura cerebral foi observada no grupo-controle.

“É fascinante observar a plasticidade do cérebro e perceber que, através da meditação, podemos ter um papel ativo na mudança cerebral, podendo aumentar nosso bem-estar e qualidade de vida”, disse Britta Holzel, principal autora do estudo e pesquisadora do Massachusetts General Hospital e da Giessen University, da Alemanha.

“Outros estudos, conduzidos com diferentes grupos de pacientes, já mostraram que a meditação pode trazer melhorias significantes de diversos sintomas. Agora estamos investigando os mecanismos cerebrais ocultos que facilitam a ocorrência desta mudança”, disse a pesquisadora.

O estudo será publicado na edição de 30 de janeiro da revista especializada Psychiatry Research: Neuroimaging.

FOCO & CONCENTRAÇÃO

Pessoal

Este mês temos como punto central de nossos estudo FOCO & CONCENTRAÇÃO.

Vamos começar o ano esperto e atentos para que consigamos atingir nossas metas e objetivos.

Mais adiante teremos mais irformações.

Bom inicio de ano a todos

Abração

 

CONTENTAMENTO

 

VII. Santôsha

A sétima norma ética do Yôga é santôsha, o contentamento.

  • · O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações.
  • · O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade.
  • · O instrutor de Yôga deve manifestar constante contentamento em relação aos seus colegas e expressar isso através da solidariedade e apoio recíproco.
  • · Discípulo é aquele que cultiva a arte de estar contente com o Mestre que escolheu.

Preceito moderador:

A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.

O estado de alegria e felicidade gerado pela prática de santôsha independe de circunstâncias exter­nas. Este é um estado que brota naturalmente com a prática do Yôga. A consciência transborda em contentamento em todas as circunstâncias, mesmo as mais difíceis. É claro que o Yôgin não é inerte ao sofrimento humano, que as mazelas da nossa civilização não são simplesmente ignoradas. Fato é que santôsha funciona como uma blindagem às situações externas. Mesmo que estejamos vivendo em tempos sombrios de guerra, violência e desamor, o homem que vivencia o contentamento, desenvolve a habilidade de, pelo menos, estar em paz, não permitindo que, sem deixar de ser caridoso; a dor e a tristeza alheia penetrem em seu coração. Se não conseguimos estar alegres, pelo menos devemos estar em estáveis, tendo a consciência de que há coisas que fogem a nossa compreensão e sobre as quais não temos ingerência.

Parte importante deste conceito é que tudo tem o seu tempo. A prática do Yôga é um sistema de desenvolvimento pessoal acelerado. Tudo deve ser feito de forma metabolizável, sem violência ao organismo, às emoções e à psique. O Método DeRose de Yôga Avançado traz em si a regra de segurança de execução dos ásanas que nos ensina que qualquer desconforto, dor ou aceleração cardíaca são sinais de nosso organismo de que devemos ser mais moderados[1]. Assim, por mais que aceleremos a nossa evolução pessoal, ela jamais deve se dar em sobressaltos, mas sim com disciplina, constância e humildade.

Pátañjali nos ensina que:

A observância da alegria constante conduz à superlativa felicidade. (II – 42) [2].

A sexta característica da nossa cultura é alegria sincera[3]. A alegria yôgi transborda de tal forma que contagia as pessoas ao seu redor. Assim é o modus vivendis dessa filosofia. Com a prática do Yôga, a instabilidade da consciência diminui, fazendo que com as atribulações do mundo externo impactem cada vez menos em nossas emoções, permitindo que possamos vivenciá-las de maneira cada vez mais consciente e profunda. Alcançando a estabilidade interna, irradiamos o estado de contentamento que contagia as pessoas e provoca a felicidade no mundo no qual estamos inseridos.

Devemos estar atentos ao preceito moderador de santôsha, pois jamais se deve usar o contentamento como pretexto para se acomodar e parar de evoluir. Inclusive isto é completamente contra indicado. A acomodação trava o processo evolutivo, por isso devemos sempre contrapor a este preceito o conceito de tapas, que veremos adiante, que trata do constante esforço sobre si mesmo.



[1]. DeRose, Mestre. Tratado de Yôga. São Paulo,DeRose Editora, 2007, p.290.

[2]. DeRose, Mestre. Yôga Sútra de Pátañjali. São Paulo, Editora União Nacional de Yôga, 1982, p. 77

[3]. DeRose, Mestre. Tratado de Yôga. São Paulo, DeRose Editora, 2007, p. 102

 

Gourmet indiano – receitas de hoje!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Malai Kofta

(extraída e adaptada do livro Alimentação Light de Rosângela de Castro)

Para os koftas:
350 g de panner
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
4 pimentas frescas picadas
1 colher de chá de coentro fresco picado
Sal a gosto

Para o curry:
2 colheres de sopa de coco ralado
10 dentes de alho amassados
3 pimentas vermelhas frescas bem picadinhas
2 colheres de chá de coentro em semente
2 colheres de chá de cominho em semente
2 colheres de sopa de sementes de mostarda
2 colheres de sopa de coentro fresco picado

Para o molho:
4 tomates
1 copo de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de manteiga
1 colher de chá de chilli
Sal a gosto

Preparo:
Para os koftas:
Amasse bem o queijo, misture com a farinha, o fermento, o coentro, o sal e
a pimenta. Forme bolinhas do tamanho de uma noz e leve-as para assar em
forma untada e enfarinhada, em forno médio até crescerem e ficarem coradas.
Para o curry:
Misture todos os ingredientes com óleo para formar uma pasta.
Para o molho:
Cozinhe os tomates cortados em pedaços pequenos em quatro xícaras de
água.
Refogue os ingredientes do curry em manteiga bem quente, adicione o molho
de tomates e deixe fervendo durante 10 a 15 minutos. Quando o fogo estiver
desligado acrescente os bolinhos. O molho fica muito mais saboroso quando
feito na véspera.

Pulav

(extraída e adaptada do livro O Gourmet Vegetariano de Rosângela de Castro)

Pimente verde fresca
Alho
Gengibre
Óleo
Canela em pau
Cravo
Cardamomo
Arroz
Coco ralado
Repolho picado
Ervilhas em grão frescas
Chilli
Curcuma
Suco de limão

Preparo:
Faça uma pasta com a pimenta, o alho, o gengibre e um pouco de água.
Refogue no óleo, a canela, o cravo e o cardamomo. Adicione o arroz, coco,
repolho, ervilha, a pasta de gengibre com alho, sal a gosto e água suficiente
para cozinhar o arroz. Deixe tampado e cozinhe no fogo baixo. Quando o arroz
estiver quase cozido acrescente o suco de limão.

Samosas

2 xícaras de couve-flor
1 xícara de ervilhas frescas
2 batatas cortadas em cubos pequenos
1 colher de alho amassado
2/3 xícara de óleo de canola ou girassol ou ghi
1 pitada de chilli
1 ½ colher de chá de sal
1 colher de chá de sementes de cominho
1 colher de chá de semente de mostarda
1 colher de chá de noz moscada e cardamomo
1 colher de chá de páprica doce
1 colher de chá de coentro em pó
Massa para pastéis

Preparo:

2 unidades
6 dentes
1 raiz
2 colheres de sopa
2 unidades
2 unidades
5 sementes
2 xícaras
½ unidade
2 xícaras
¾ xícara
1 colher de chá
1 colher de chá
1 unidade

Cozinhe e ervilha fresca e a couve-flor até ficarem macias, antes a ervilha,
depois a couve. Na frigideira ponha 3 colheres de óleo e aqueça, acrescente
mostarda e cominho em semente, quando começarem a pipocar junte os
legumes cozidos e todos os temperos restantes.
Divida cada massa de pastel em 4 para que os pastéis fiquem triangulares.
Quando o recheio estiver no ponto recheie os pastéis e asse-os até ficarem
dourados.

Contentamento

VII. Santôsha

A sétima norma ética do Yôga é santôsha, o contentamento.

  • · O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações.
  • · O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade.
  • · O instrutor de Yôga deve manifestar constante contentamento em relação aos seus colegas e expressar isso através da solidariedade e apoio recíproco.
  • · Discípulo é aquele que cultiva a arte de estar contente com o Mestre que escolheu.

Preceito moderador:

A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.

O estado de alegria e felicidade gerado pela prática de santôsha independe de circunstâncias exter­nas. Este é um estado que brota naturalmente com a prática do Yôga. A consciência transborda em contentamento em todas as circunstâncias, mesmo as mais difíceis. É claro que o Yôgin não é inerte ao sofrimento humano, que as mazelas da nossa civilização não são simplesmente ignoradas. Fato é que santôsha funciona como uma blindagem às situações externas. Mesmo que estejamos vivendo em tempos sombrios de guerra, violência e desamor, o homem que vivencia o contentamento, desenvolve a habilidade de, pelo menos, estar em paz, não permitindo que, sem deixar de ser caridoso; a dor e a tristeza alheia penetrem em seu coração. Se não conseguimos estar alegres, pelo menos devemos estar em estáveis, tendo a consciência de que há coisas que fogem a nossa compreensão e sobre as quais não temos ingerência.

Parte importante deste conceito é que tudo tem o seu tempo. A prática do Yôga é um sistema de desenvolvimento pessoal acelerado. Tudo deve ser feito de forma metabolizável, sem violência ao organismo, às emoções e à psique. O Método DeRose de Yôga Avançado traz em si a regra de segurança de execução dos ásanas que nos ensina que qualquer desconforto, dor ou aceleração cardíaca são sinais de nosso organismo de que devemos ser mais moderados[1]. Assim, por mais que aceleremos a nossa evolução pessoal, ela jamais deve se dar em sobressaltos, mas sim com disciplina, constância e humildade.

Pátañjali nos ensina que:

 A observância da alegria constante conduz à superlativa felicidade. (II – 42) [2].

A sexta característica da nossa cultura é alegria sincera[3]. A alegria yôgi transborda de tal forma que contagia as pessoas ao seu redor. Assim é o modus vivendis dessa filosofia. Com a prática do Yôga, a instabilidade da consciência diminui, fazendo que com as atribulações do mundo externo impactem cada vez menos em nossas emoções, permitindo que possamos vivenciá-las de maneira cada vez mais consciente e profunda. Alcançando a estabilidade interna, irradiamos o estado de contentamento que contagia as pessoas e provoca a felicidade no mundo no qual estamos inseridos.

Devemos estar atentos ao preceito moderador de santôsha, pois jamais se deve usar o contentamento como pretexto para se acomodar e parar de evoluir. Inclusive isto é completamente contra indicado. A acomodação trava o processo evolutivo, por isso devemos sempre contrapor a este preceito o conceito de tapas, que veremos adiante, que trata do constante esforço sobre si mesmo.


[1]. DeRose. Tratado de Yôga. São Paulo,DeRose Editora, 2007, p.290.

[2]. DeRose. Yôga Sútra de Pátañjali. São Paulo, Editora União Nacional de Yôga, 1982, p. 77

[3]. DeRose. Tratado de Yôga. São Paulo, DeRose Editora, 2007, p. 102

 

Desapego – aparigraha


V. Aparigraha

 

A quinta norma ética do Yôga é aparigraha, a não-possessividade.

  • · O yôgin não deve ser apegado aos seus bens e, ainda menos, aos dos demais.
  • · Muitos dos que se “desapegam” estão apegados ao desejo de desapegar-se.
  • · O verdadeiro desapego é aquele que renuncia à posse dos entes queridos, tais como familiares, amigos e, principalmente, cônjuges.
  • · Os ciúmes e a inveja são manifestações censuráveis do desejo de posse de pessoas e de objetos ou realizações pertinentes a outros.

Preceito moderador:

A observância de aparigraha não deve induzir à displicência para com as propriedades confiadas à nossa guarda, nem à falta de zelo para com as pessoas que queremos bem.

 

Esta norma ética trata como diz Pátañnjali, da compreensão do sentido da vida, da sua transitoriedade, e assim possibilitando a sua vivência plena.

Quando se observa a não-possessividade, compreende-se o sentido da vida. (II-39) [1]

Devemos eliminar o sentimento de posse não só dos bens materiais, mas também dos afetos, e sentimentos que nos aprisionam. Conseguindo alcançar este estado interno de desapego passamos a perceber o que realmente nos é valioso eliminando a dependência do que é supérfluo. O mais importante é trabalhar o sentimento de posse e não a posseem si. Comoaprendemos anteriormente, a prosperidade é necessária para a vida digna, assim como o discernimento de que tudo é transitório.

Apesar de sabermos que:

O apego à vida é natural e está presente até no sábio. (II-9) [2]

A tradição nos ensina que enquanto não nos liberarmos dos liames e travas emocionais que o sentimento de posse nos gera, jamais atingiremos o estado de samádhi. Todos os nós provocados pelo sentimento de posse geram grande sofrimento, proporcionalmente a dificuldade de abandoná-los.

Preocupar-se com coisas transitórias, ou seja, com todas as coisas, pois se são coisas, são transitórias; gera instabilidade emocional.



[1]. DeRose, Mestre. Yôga Sútra de Pátañjali. São Paulo, Editora União Nacional de Yôga, 1982, p. 76.

[2]. DeRose, Mestre. Yôga Sútra de Pátañjali. São Paulo, Editora União Nacional de Yôga, 1982, p. 69

 

 

Dia de campo!

 

Neste sábado vamos passar o dia na fazenda. Colocar os pés descalços, respirar um ar com menos poluição e pousar o olhar ao longe.

Quando olhamos pra longe nosso olhar converge e as linha paralelas parecem se encontrar a distancia. Desta forma treinamos a nossa mente a vem e ir mais longe, coisa que não acontece mais pois tudo esta tão perto de nós, prédios, casas e pessoas.

Eleve o seu olhar a 45º !  Surpreenda-se!

 

 

 

 

DETERMINAÇÃO

 A determinação não é medida pelo

  que você faz quando tem vontade,

 mas pelo que faz quando não tem vontade.

Gregory Weeks

Pois é gente… estava assistindo o último Balboa(Rocky), não aguentei de curiosidade. E não é que o filme não é ruim. Críticas cinematográficas a parte, houve um momento do filme que me chamou muito a atenção: uma conversa entre pai e filho quando o boxer de 60 anos diz que não importa quanto agente bate, não importa quanto acertamos o alvo, mas sim o quanto nós apanhamos e nos dispomos a levantar, o quanto somos derrubado e nos reerguemos. Ele segue falando que a vida não dá tréguas e que invariavelmente vamos apanhar, e errar, e bater com a cabeça na parede.

Não adianta gente! Pra sairmos da inercia – lembrando que inercia é estar parado ou em MRU – temos que colocar esforço e energia, assim rompemos o atrito que nos mantem naquela posição estagnada. E se apanharmos, cairmos ou recuarmos por qualquer motivo, o esforço para se colocar novamente em pé é enorme. Assim, devemos evitar cair, apanhar ou recuar. Mas invariavelmente isso vai acontecer, sempre tem alguém mais forte, mais rápido e mais capaz. E mesmo se não haja alguém que nós bata ou que nos derrube impedindo o nosso avanço, há sempre o nosso principal adversário: NÓS MESMOS.

De todas as vezes que apanhamos da vida, que sofremos, que nos machucamos; quantas destas ocasiões foram impostas por outros ou por fatores externos? Não cabe a ninguém a não ser a nós a responsabilidade sobre as nossas reações. Não temos poderes sobre o acontece conosco, mas de que forma vamos agir às coisas da vida só cabe nós.

Se vamos pecar, que pequemos pela determinação, pala busca incansável do que vale a pena, de algo pelo que realmente valha viver e não passar a vida sonâmbulos e no piloto automático esperando a morte chegar. Nós super-macacos já superamos a nossa biologia a ponte de irmos além de simplesmente nascer reproduzir e morrer. Podemos fazer mais do que isso. O que?  Tudo o que quisermos! Ter uma vida ótima e não boa, tomar parte ativa da evolução da sociedade, deixar um  mundo melhor para as gerações futuras! Ma fundamentalmente  devemos parar de reclamar e de colocar a responsabilidade nos outros, no governo, nas instituições; que são somente um reflexo de nossa comunidade. Mutley faça alguma coisa!

 O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo.

Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.

José de Alencar

 

Fabiano Defferari Gomes

Não seja um descontente – Outro muito bom do DeRose

RECOMENDO A LEITURA SEMANAL E EM ALGUNS CASOS DIÁRIA :) !

Meio século de vida me ensinou a aceitar um defeito do ser humano como algo incurável: sua insatisfação.

Dei a volta ao mundo inúmeras vezes e conheci muita, mas muita gente mesmo. Travei contato íntimo com uma infinidade de fraternidades iniciáticas, entidades culturais, associações profissionais, academias desportivas, universidades, escolas, empresas, federações, fundações… Em todas elas, sem exceção, havia descontentamento.

Em todos os agrupamentos humanos há uma força de coesão chamada egrégora. Pela lei de ação e reação, toda força tende a gerar uma força oponente. Por isso, nesses mesmos agrupamentos surgem constantemente pequenos desencontros que passam a ganhar contornos dramáticos pela refração de uma ótica egocêntrica que só leva em conta a satisfação das expectativas de um indivíduo isolado que analisa os fatos e acordo com suas próprias conveniências.

Noutras palavras, se os fatos pudessem ser analisados sem a interferência deletéria dos egos, constatar-se-ia que nada há de errado com esses fatos, a não ser uma instabilidade emocional. Instabilidade essa que é congênita em todos os seres humanos. Uma espécie de erro de projeto original, que ainda está em processo de evolução. Afinal, somos uma espécie extremamente jovem em comparação com as demais formas de vida no planeta. Estamos na infância da nossa evolução e, como tal, cometemos inapelavelmente as imaturidades naturais dessa fase.

Observe que raríssimas são as pessoas que estão satisfeitas com seus mundos. Em geral, todos têm reclamações do seu trabalho, dos seus subalternos e dos seus superiores; da sua remuneração e do reconhecimento pelo seu trabalho; reclamações dos seus pais, dos seus filhos, dos seus cônjuges, do seu condomínio, do governo do seu País, do seu Estado, da sua cidade, da polícia, da Justiça, do departamento de trânsito, dos impostos, dos vizinhos mal-educados, dos motoristas inábeis, dos pedestres indisciplinados… Quanta coisa para reclamar, não é?

Se formos por esse caminho, concluiremos que o mundo não é um lugar bom para se viver e seguiremos amargurados e amargurando os outros. Ou nos suicidaremos!

Já na antiguidade os hindus observaram esse fenômeno da endêmica insatisfação humana e ensinaram como solucioná-la:

“Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o chão com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles.”

Ou seja, a solução não é reclamar das pessoas e das circunstâncias para tentar mudá-las e sim educar-se a si mesmo para adaptar-se. A atitude correta é parar de querer infantilmente que as coisas se modifiquem para satisfazer ao seu ego, mas sim modificar-se a si mesmo para ajustar-se à realidade. Isso é maturidade.

A outra atitude é neurótica, pois jamais você poderá modificar pessoas ou instituições para que se ajustem aos seus desejos. Não seja um desajustado.

Então, vamos parar com isso. Vamos aceitar as pessoas e as coisas como elas são. E vamos tratar de gostar delas. Você vai notar que elas passam a gostar muito mais de você e que as situações que antes lhe pareciam inamovíveis, agora se modificam espontaneamente, sem que você tenha que cobrar isso delas. Experimente. Você vai gostar do resultado!

LIBELO PELA COMPREENSÃO- por DeRose – Gosto deste texto

Não existe Yôga sem um bom relacionamento humano.

Como Mestre de Yôga, considero requisito principal a capacidade de boas relações humanas e não quero como discípulo, nem como assistente, nem mesmo como amigo, alguém que não saiba se relacionar bem com os demais.

Nós do Yôga, temos uma prioridade no nosso esforço (tapas) pelo aprimoramento: é o cultivo das boas relações entre os seres humanos. Sem compreensão não existe Yôga. Não se admite que praticantes ou instrutores de Yôga não consigam superar uma emoção para evitar desentendimento com alguém.

Não adianta nada fazer lindos exercícios, meditar e portar o ÔM se você responde a uma agressão com outra agressão. É uma vergonha para todos nós quando chega ao nosso conhecimento que um yôgin se desentendeu com quem quer que seja, ou que se melindrou com outrem.

Com o pretexto da franqueza ou da autenticidade muita gente faz grosserias, o que magoa quem está envolvido no mal-entendido e também quem não está. Amizades promissoras são rompidas para sempre. Fecundas carreiras profissionais são destruídas. Enormes prejuízos morais e financeiros são contabilizados por conta de uma cara feia que poderia ter sido perfeitamente evitada.

Não estamos recomendando o fingimento nem a hipocrisia, mas sim a educação e a elegância. Emoções pesadas sujam mais o organismo do que fumar, beber e comer animais defuntos. Não adianta praticar Yôga, meditação, mantras, se você não souber se relacionar bem com as outras pessoas.

Lapide o seu ego, eduque o seu emocional, reprograme a sua mente. Nós não somos pessoas vulgares e toscas, que habitualmente respondem com crueza a qualquer atitude que não as agrade, gerando, com isso, um mal-entendido atrás do outro.

Quando faço estes apelos, sempre, quem os lê acha que não é consigo, que escrevi para outra pessoa, afinal, suas reações agressivas não terão sido culpa sua: foram todas as vezes, meras reações de legítima defesa contra as ofensas perpetradas por terceiros! Se você pensa assim, aceite minhas condolências. Você sofre de egotite aguda.

Há uma método seguro para saber se a culpa é dos outros ou não. Se você se desentende com, no máximo, uma pessoa por ano, fique tranqüilo. É bem possível que o mal-estar não tenha sido responsabilidade sua. Mas se você freqüentemente precisa se defender com veemência de agressões feitas pelos seus amigos, funcionários ou prestadores de serviços, então, você precisa fazer terapia.

As pessoas, em qualquer profissão, tendem a tornar-se difíceis, grosseiras, autoritárias, sempre que progridem na vida ou sempre que são promovidas em seus cargos. No entanto, chegar em cima não é difícil: o difícil é ficar lá. Um verdadeiro líder não é autoritário nem antipático. Se o for, não ficará lá em cima por muito tempo…

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